INSTITUCIONAL

História

O caminho percorrido. Quem vê a Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho funcionando com excelência de serviços prestados aos associados, dispondo de equipamentos de moderna tecnologia em armazenamento e transmissão de dados e interagindo com milhares de consumidores, nem imagina que há 35 anos ela nasceu desacreditada com 70 associados, representando apenas 20% do total do comércio da época.

Fichas de cadastros que compunham o banco de dados do SPC (na época Serviço de Proteção ao Crédito) em 1988. O serviço era todo manual.

A Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho foi fundada em 25 de maio de 1969, tendo como personagens atuantes Gabriel José Pinto, Osvaldo Pontes, Thirso Pelá, José Afonso Penha, Moacir Fernandes, Menezes Balbo e Antônio Maria Miranda, todos membros do Rotary Club Sertãozinho que tinha a sua maioria de participantes constituída de comerciantes. No entanto, Gabriel José Pinto, primeiro presidente da entidade não era comerciante, justamente por causa do descrédito que ela enfrentou ao nascer.

Os comerciantes começaram a se interessar pela entidade e se associar depois dos primeiros resultados. O principal atrativo foi a segurança que o SPC –Serviço de Proteção ao Crédito (atual SCPC) proporcionava às vendas a prazo.

A história da ACIS contada nesta página tem como fontes Osvaldo Pontes e José Afonso Penha, ambos comerciantes de Sertãozinho que recordam os aspectos que envolveram a fundação da entidade.

Primeiro sistema de consulta de cheques, instalado em 1988. O computador era interligado ao Banco Central (serviço Telecheque).

Pontes afirma que a fundação da ACIS aconteceu pela necessidade que os comerciantes sentiam de se organizar para enfrentar problemas que por falta de uma entidade na cidade, precisavam recorrer à Associação Comercial de Ribeirão Preto para resolverem.

Na opinião de Penha, que afirma ter sugerido a formação da entidade aos companheiros do Rotary Club, a ACIS nasceu para combater o individualismo praticado no comércio de Sertãozinho e proporcionar amparo jurídico aos comerciantes. “Naquela época associações não eram comuns entre os comerciantes. Somente os trabalhadores tinham sindicatos. Já os empregadores não”, recorda.

Para montar a sede, a ACIS recebeu a colaboração de Yussif Ali Meri, que não era comerciante, mas cedeu gratuitamente por um determinado tempo uma sala localizada sobre o prédio onde funciona até hoje a Caixa Econômica Federal.

Um fato curioso que José Afonso Penha conta sobre a tentativa de organização do comércio de Sertãozinho é que por volta de 1936 teria sido fundada uma associação comercial na cidade pelo seu avô Florentino Penha. Mas a entidade não vingou. O motivo do fechamento ele não recorda, pois ainda era criança.

A adoção da “semana inglesa” por volta de 1973/74 que consistia no funcionamento do comércio de segunda a sexta-feira o dia inteiro e fechamento aos sábados ao meio dia foi uma das primeiras atitudes associativa do comércio sertanezino, segundo Penha.

Primeira promoção organizada pela ACIS

O “Dia do Freguês” foi a primeira promoção da ACIS, realizado no dia 5 de dezembro de 1985. A entidade tinha como presidente o comerciante Jayme Moisés. O objetivo foi evitar que os consumidores evadissem para Ribeirão Preto por causa do feriado de aniversário de Sertãozinho. “Foi uma festa, os comerciantes colocaram várias mercadorias em promoção e distribuíram Coca-cola” relembra José Afonso Penha.

Penha, apesar de ter atuado na fundação da ACIS, nunca exerceu a presidência da entidade.

O então presidente Osvaldo Pontes juntamente com a ex-funcionária Janete Chiari entrega uma bicicleta como prêmio do "Dia do Freguês" em 1988.


Na caderneta

Na época de fundação da ACIS, o comércio de Sertãozinho era constituído, de acordo com nossas fontes, por pequenos armazéns que vendiam tecidos, calçados, botas, chapéus e camisas xadrez de manga comprida, muito usadas por trabalhadores rurais. Não havia lojas especializadas por público consumidor. Nos armazéns podiam ser comprados desde comida, material para construção, tecidos, até arreamento para animais usados nos arados e carpideiras para o trabalho no campo. O crediário era feito nas cadernetas com prazos de pagamento que variavam de seis meses a um ano. Ou seja, quando o freguês vendesse os produtos resultantes da colheita e conseguisse o dinheiro para acertar as contas.


Intervenções na comunidade

A instalação de uma agência do Banco do Brasil em Sertãozinho em 1976 foi uma das primeiras conquistas da ACIS. Até então, quem necessitava de um serviço bancário como um simples desconto de um cheque precisava recorrer até Ribeirão Preto ou Jaboticabal, o que não era tão simples assim. Para isso, enfrentava as péssimas condições das estradas.

Pela primeira vez, em 1987 foi oferecido um carro como premiação na "Campanha de Final de Ano".

Em 1990, por mais um esforço da entidade, foi instalada em Sertãozinho o Fórum do Trabalho, beneficiando trabalhadores e empregadores que precisavam se deslocar até Jaboticabal para resolver eventuais causas trabalhistas.

E em 1992, em um trabalho realizado juntamente com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp, intercedeu junto à superintendência do Banco do Brasil para renegociar a dívida de 28 empresas de Sertãozinho dos ramos da indústria, comércio e agricultura. Essa renegociação proporcionou que as empresas saldassem suas dívidas.

A fundação do Sindicato do Comércio Varejista de Sertãozinho – Sindcovs é apontada por Osvaldo Pontes e José Afonso Penha como uma conquista da ACIS. O sindicato foi fundado em 1989 para evitar que as contribuições sindicais dos comerciantes evadissem para Ribeirão Preto. Esse dinheiro nunca voltava para beneficiar o comércio de Sertãozinho.

Recolhido através do Sindcovs, o dinheiro proporcionou melhores serviços aos associados, melhores promoções no comércio, iluminação de natal e aumentou os recursos para a construção da sede, segundo os dois comerciantes.


Primeira diretoria

Maio de 1969 a 1971


Ocupantes da Cadeira de Presidente